[Estilo Tribal de Ser] Sári

por Annamaria Marques



Saudações, pessoal!


Revisitando algumas tendências passadas, decidi falar um pouco da famosa saia de sári, que foi sonho de consumo de muitas bailarinas há cerca de 2 anos, depois do boom da saia Jaipur.


Sari, saree, ou shari é uma indumetária feminina usada no subcontinente Indiano que consiste em um tecido de seda com comprimento variando de 4,5m a 8m de comprimento e 1,20m de alura. O nome vem do sâncrito, significando "faixa de tecido".






O sári, típicamente, é enrolado em volta da cintura e a ponta mais decorada - chamada Pallu - , pende no ombro, ostentando o belo tecido estampado por silkagem ou jacquard*. Existem vários tipos de amarração do sári sendo um dos mais comuns, o estilo Nivi, originário do estado de Andhra Pradesh.

Sob o Sari é usado por cima de uma anágua - chamada de, entre outros nomes, parkar, lehenga, pavadai e ghaghra - e de uma blusa - choli ou ravike (sul da Índia) - enta, com mangas curtas e, geralmente, com o compimento à atura abaixo do busto.

Esta vestimenta é tida como um símbolo de graciosidade  nas culturas  subcontinente Indiano.



O uso do sári é amplo em sua região natal e descobri, pelo youtube, que algumas indianas (talvez por influência ocidental) estão buscando dar novos ares a estas belas peças, transformando-as em vestidos, saias, calças e até peças de decoração. Deixei nas referências um vídeos com idéias de upcycling de sáris.



Por fim, estas maravilhas sendo usadas no tribal:

Natália Espinosa

Yoli Mendez & Gabriela Miranda





*Uma invenção do mecânico Joseph Marie Jacquired! O jacquard é fruto de um sistema de tear automático desenvolvido pelo francês no final do século XVIII. Esse sistema cria um tecido com estampas coloridas, diferentes, complexas e com relevo, originárias do entrelaçamento dos fios. Para que os desenhos sejam feitos, uma série de cartões automáticos perfurados programa cada movimento.

Vídeo sobre o processo completo da fabricação, desde a fiação da seda, tingimento, trama e silkagem e finalização: 




Estilo Nauvari:





Estilo Mastani:





Estilo Bhramani:



Estilo Peshwai:




Estilo Lavani:







[Ritmos do Coração] Snujs: como decifrá-los - Galope

por Fairuza


Olá, tribo!

Falarei sobre o principal toque de snujs utilizado no ATS® conhecido como GALOPE.

Vou descrevê-lo:

D E D (Destro)                                  E D E (Canhoto)
1 2  3                                                  1  2  3

O galope é um toque de um tempo. Dessa forma, imaginando um ritmo de 4 tempos, será necessário 4 galopes para tocar toda a frase musical. Assim, não foi por acaso que  Carolena Nericcio-Bohlman escolheu esse toque como o principal do ATS®.

No repertório rápido clássico, boa parte das músicas são, pelo ponto de vista da dança do ventre, ritmos de 4 ou 2 tempos e folclóricos. Exemplo: saide, falahi, baladi, maksun, entre outros.

E a música folclórica possui pouca variação, diferente das musicas de rotina clássica para dança do ventre. Essas, por sua vez, são extensas, possuindo uma variação grande de ritmos, indo do rápido ao lento e depois ao rápido. Em uma outra postagem, falarei mais sobre o assunto ritmo específicos para a dança do ventre.


Concluindo: pratique, sempre, o toque galope, em várias velocidades, pois a prática gera segurança, confiança e assim, o som dos seus snujs ficará cada vez mais reverberante e cristalinos.

Por fim, escolha, de início, músicas do repertório rápido clássico do ATS® não tão rápidas e depois, quando sentir-se segura e perceber o som mais cristalino, passe para musicas mais rápidas. 

Vou citar alguns exemplos de musicas:

Não tão rápidas:.
Oriental Emotions Vol 4
músicas Tribal e Tribal Two.

Mais rápidas:
Dayanisma: Beauty in Unity. 
Afrit Temple & Lost Nomads.
Música Reed.

Beijos, até a próxima. 


Raissa Medeiros (MG) - Resenhando

Coordenação Região Sudeste - Núcleo MG:


Raissa Medeiros tem 21 anos e mora em Belo Horizonte-MG. Raissa é professora,bailarina,pesquisadora em Tribal Fusion Bellydance e graduanda em Licenciatura em Dança pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Iniciou sua trajetória na Dança do Ventre aos 12 anos e seus estudos em Tribal Fusion aos 17 anos, tendo toda sua formação realizada com Thalita Menezes (e também workshops com alguns dos principais nomes da cena nacional). Atualmente também estuda American Tribal Style® (ATS ®).




[Resenhando-MG] Tribal Core

por Annamaria Marques



Tribal Core foi uma festa no estilo Mostra de danças produzida por mim e realizada no Núcleo Dunyah Zaidam,  para dar espaço à expressão de novas bailarinas de tribal de Belo Horizonte.  Aberta à participação de bailarinos de todos os níveis, Tribal Core foi um momento aconchegante para que cada artista pudesse dar vasão, sem julgamentos, para sua expressividade própria.

Para mim, como professora, foi emocionante ver os primeiros passos de minhas alunas – algumas há bem mais tempo comigo que outras – em direção à auto descoberta na arte do Tribal Fusion.

Fechamos o evento com a participação de todas as bailarinas presentes em uma performance de ATS®, encerrando a festa com a interação de todas.








Coletei alguns depoimentos que seguem abaixo:

Liliane Ramos:
Gostaria de deixar explícita minha grande satisfação em ter participado do evento Tribal Core 2016, organizado pela professora e dançarina Annamaria Marques. A festa trouxe uma bela demonstração do Tribal Fusion para a noite Belorizontina, com muita diversidade, personalidade e beleza. Cada bailarina demonstrou muita identidade, o que possibilitou ao público uma experiência única a cada momento do espetáculo, tornando-o agradável do início ao fim. A proximidade do palco com o público e o coffee-break deixou o ambiente com um clima intimista e aconchegante. O evento finalizou com uma grande apresentação de ATS® em um momento único de conexão com a dança. Parabéns Annamaria Marques por enriquecer o cenário cultural da cidade, por contribuir com o fortalecimento do Tribal Fusion e por ensinar a todas suas alunas que a dança pode ser um elemento de expressão de singularidades e também de união e parceria.


Rafaela Silva:
Ana parabenizo-a pelo evento. Foi impecável, muito organizado e de qualidade.
Para mim foi bastante enriquecedor e uma experiência maravilhosa.
Um encanto esse evento  bailarinas lindas, super simpáticas e receptividade calorosa.
Agradeço pela oportunidade de ter participado desse evento lhes desejo sucesso e até breve!

Anisah Saliha:
O Tribal Core foi lindo. Tive a oportunidade de matar a saudade do Tribal, de bailarinas que eu não via há algum tempo e de me aventurar no ATS® na filmagem para o ATS® WorldWide. Uma das coisas que mais me tocou foi ver bailarinas que eu vi começando a dançar, montando seus próprios solos (e ARRASANDO!). Amei participar desse evento e já estou ansiosa pelos próximos.



[Venenum Saltationes] Desvendando: "Dancing Before Sacrifice"

por Hölle Carogne




No primeiro “Desvendando” de 2017, temos a convidada Persephone LeFay, bailarina da cidade de Curitiba. Ela nos conta o que há de oculto por trás de seu trabalho intitulado "Dancing Before Sacrifice". Confira a história desta criação e conheça um pouco mais sobre esta bailarina tão sensível e devota às suas crenças!

Querida, Persephone: Obrigada por dividir conosco teu belíssimo trabalho!

Venenum Saltationes: Quando e como surgiu a vontade de criar "Dancing Before Sacrifice"?

Esta coreografia tem uma grande importância para mim. No momento que a fiz, vinha refletindo muito sobre a questão dos sacrifícios, em todos os seus aspectos. Nos sacrifícios que antigos guerreiros faziam por aquilo que acreditavam, nos sacrifícios que fazemos aos deuses e deusas, nos sacrifícios que fazemos por aqueles que amamos. Na doação. Como a doação é importante e como se sacrificar sempre traz a ideia de um amor muito grande, trazendo a dor do sacrifício juntamente ao coração aberto e feliz pela oferta de si mesmo, ou daquilo que representa nossa vontade. Baseada nessas reflexões que vinham preenchendo meu viver nesta época, realizei esta coreografia.


Venenum Saltationes: Do que se trata este trabalho? Qual o assunto abordado?

Como comentado acima, o assunto que ela trata é o Sacrifício, numa tentativa humilde de personificá-lo dançando. Como uma última dança antes de se sacrificar por algo a alguém, ou por alguém a algo. Ela é uma coreografia onde trago a dor da doação, juntamente a glorificação de estar se sacrificando de bom grado por aquilo que me preenche, me domina, e eu preciso e respeito.


Venenum Saltationes: Existe alguma linguagem oculta por trás de "Dancing Before Sacrifice"?

Sim, existe! Desde as músicas pensadas, até os movimentos que trago, são todos baseados em questões de sacrifício que eu vinha realizando em minha vida pessoal, pois eu trazia em mim na época (e ainda trago) o sacrifício de uma guerreira que estava lutando por algo que acreditava, o sacrifício para minha deusa, o sacrifício para aquilo que acredito, a doação de mim mesma, a abdicação de coisas de mim, em virtude de outras pelas quais tinha grande afeto e eram muito importantes. A união de sacrifícios que vinha passando criaram cada linguagem e expressão corporal e facial que busquei desenvolver na coreografia, e pela união de tantos sacrifícios, decidi simbolizar a personificação do sacrifício em si, do modo que estava vendo e vivendo.



Venenum Saltationes: Com quem "Dancing Before Sacrifice" tenta se comunicar? E o que ela quer dizer?

Primeiramente, ela se comunica comigo, com minha visão da personificação do sacrifício. Antes de me doar para a dor, irei dançar a dor, em virtude de algo maior. Ela busca se comunicar com a deusa que habita em mim, que vê e acolhe meus sacrifícios, simbólicos, mas nem por isso menos reais. Ela busca se comunicar com quem assiste, para que seja tocado e relembre a si mesmo de seus próprios sacrifícios, doações e motivações.


Venenum Saltationes: Comente sobre os processos de criação de "Dancing Before Sacrifice".

Para criar esta coreografia, senti os chamados das músicas, que eu mesma editei em sequência, criando com elas meu sentido. Eu, no início, sabia o que queria dizer, mas como muitas vezes ocorre com todos nós, me perguntava como. Após o chamado das músicas e a música final pronta, eu já sabia que o início me chamaria para incorporar o sacrifício e personificá-lo no palco, que foi o que busquei fazer, me oferecendo de bom grado, mas nem por isso ignorando a dor, para atingir algo maior. Minhas taças e o líquido que bebo simbolizam o sim que disse para muitos sacrifícios pessoais em vários aspectos que vivia no momento, e o sim para humildemente simbolizar o sacrifício de muitos significados. A segunda música chama a glorificação, sem ignorar a dor, mas mostrando a mim que a partir da doação podemos conquistar aquilo que desejamos e nosso sacrifício tem importância, é reconhecido e ouvido. Ele nos toca, ele purifica, ele ensina. É uma coreografia carregada de simbolismo. A queda do final é a redenção final, em agradecimento por ter sido atendida, o descanso e emoção do sacrificado. Ter realizado este trabalho me ajudou a ver o próprio sacrifício de outras formas, ver que acima de tudo fazemos escolhas ao pronunciarmos os nossos chamados e realizarmos a busca de nossas vontades. Mostrou-me a importância de unir a dor da doação com a glorificação da conquista. Fez-me olhar tudo aos olhos do sacrifício em si, do sacrificado, e não só de seu objetivo final, da conquista. Tenho imenso carinho por ela.







[Tribal Brasil] Jornada da dança (e) da vida

por Kilma Farias
 


Na última semana de dezembro de 2016 fui convidada pela bailarina Ambar Yanina a imergir em Alto Paraíso-GO. Uma jornada que me trouxe de dentro para fora compreensões que buscava há anos. E a dança, presença essa que cada vez mais me dissolvo nela, também estava presente.

Tinha uma missão que cumpri de corpocoraçãomente (tudo junto assim) completamente disponível: dançar a bodisatva Kuan Yin, através do Tribal Brasil, em união com a Mãe Divina do Daime.

Surgiu então o trabalho “Daime, Kuan Yin” que foi dançado no réveillon Ilumina no Ashram do Prem Baba, uma morada de amor e silêncio.
            - Vídeo, fotos?
            - Não, nada. Nenhum registro midiático.
            - Por quê?!
          - Porque aquele momento de entrega plena à misericórdia e ao amor dentro de mim foi apenas para o eterno aqui e agora daquele presente que hoje é passado. Porque fez parte de uma cerimônia e também encontrou o silêncio.
            - E o que ficou?
            - Compreensões da vida e da dança nesse praticar-se pela arte.
     
Compreensões dentre as quais algumas compartilho agora, principalmente para as pessoas que estão me pedindo registros dessa dança.

A primeira delas foi a aceitação de ser canal. Não lutar mais contra isso. Sim, sou imperfeita, cheia de defeitos e questões humanas a serem trabalhadas, mas mesmo assim sou canal de luz brilhante e consciência. Não só para mim que desfruto da dor e da delícia da prática de si mesmo, mas para muitas outras pessoas que admiram minha arte, principalmente minhas alunas e bailarinos e bailarinas de Tribal Brasil. E é principalmente para essas pessoas que comunico, semeando compreensões.

Do processo, posso falar que ao mesmo tempo em que trabalhava os movimentos da dança e desenvolvia vivências nas linhas da pesquisa, questões internas também eram trabalhadas e vice-versa.




Uma das questões que ocupava grande espaço em minha mente era sobre os medos. Assim no plural porque eram muitos e diversos. E durante todas as vivências na Chapada dos Veadeiros compreendi uma equivalência entre medo e esperança. E agradeci ao Universo sentir tantos medos porque eles traziam em si, e na mesma intensidade, a energia forte da esperança de que tudo sempre ocorre maravilhosamente bem. E essa firmeza vem do amor. Um amor que aprendeu a não lutar contra os medos, mas apenas os observar... e os viu serem dissolvidos na força da esperança para logo serem absorvidos por pleno amor.

Aí me vieram questões do budismo que encontram eco em mim. Uma delas é que nada é sólido. O que dá solidez às coisas e palavras é a energia que cada um coloca. E é essa energia que faz as coisas terem importância ou não, serem apaixonantes ou não. Se algo brilhava ontem e hoje não brilha mais não foi esse algo que mudou. Foi você, foi sua energia que mudou. Embora tudo esteja em constante movimento e desde que comecei a escrever essas palavras todo o Universo já tenha se transformado...

O que quero dizer com isso é que é ingênuo olhar apenas para o aspecto discursivo das coisas. A pessoa deve antes buscar entender a energia que as sustenta, para que ela não te seduza e venha a te controlar, te tirando do equilíbrio, trazendo ansiedade, decepções e até frustrações.

O agrado ou desagrado que surgem das situações ou nas relações e nos fazem, por exemplo, chamar alguém de amigo ou não, de afeto ou desafeto... se apresentam para mim como uma rotulação que em si não existe, é abstração. O mundo chega a mim como uma materialização de construções mentais fruto do encontro das aparências das coisas e palavras com as sensações físicas que elas nos causam (aceleração dos batimentos cardíacos, respiração ofegante, relaxamento, etc.), produzindo energias (paixão, amor, raiva, ciúme, etc.) que nos movem; energias das quais nos alimentamos para continuar acreditando que somos apenas esse que acreditamos ser.

E observando e refletindo sobre essa questão me veio outra: ir além desse “gosto ou não gosto”. Perceber outras compreensões, não cognitivas, das coisas e palavras. Não valorar, não julgar na balança do bom ou do ruim, nem do certo ou errado; abandonar o claro-escuro.

Nesse abandono, percebo que em si nada tem valor, nada tem beleza e nada tem verdade. O valor, a beleza e a verdade são construções mentais nossas, castelos de areia para nos dar uma sensação de solidez, de segurança e conforto perante a prática de viver.

Ao recordar o preceito do “praticar-se” dos gregos antigos, Foucault nos diz que “[...] a verdade é o que ilumina o sujeito; o que lhe dá beatitude; a verdade é o que lhe dá tranquilidade de alma [...]”; e essa verdade, ou melhor, verdades, são construções de cada sujeito, paisagens internas que exteriorizam em construções de mundo aparentemente sólidas (relações, instituições, sistemas, etc.).
            - E o que é isso senão uma dança?
            Olhemos para uma bailarina ou bailarino que dança.
            - O que vemos? A dança? O bailarino ou bailarina? Ambos?
        
Nós não conseguimos “tocar” na dança. Ela não tem solidez. O máximo que conseguimos é tocar quem dança. Mas podemos perceber a dança; e ela nos toca. A dança nos move a gostar ou não, pois como refleti anteriormente na maioria das vezes caminhamos nesse terreno do bom-ruim, de acordo com nossas experiências de vida.

Mas é fato que a dança se desfaz junto com o último acorde da música e que mesmo sendo dançada novamente, nunca será a mesma dança.

Nesse sentido, a experiência da dança passa a ser a própria experiência da vida: uma ilusão de solidez que se busca a si mesma, revelando amorosamente no seu devido tempo o que esteve sempre aqui.

Gratidão sincera a todos que direta ou indiretamente auxiliaram nessa jornada de dança e de vida. Esse é o Tribal Brasil que abriu meu ano de 2017 e que já trouxe incontáveis frutos.

Segue a vida; segue a dança!

[Passo a Passo] Estudando o estilo de Jamila Salimpour

por Natália Espinosa


Olá, nerds do tribal!

É com muita alegria que retomo minhas atividades como colunista mensal aqui no blog. Para iniciarmos o ano, trago um assunto que me fascina e que com certeza fascina você também: a maravilhosa JamilaSalimpour. Não vou me concentrar no estudo teórico de tudo o que envolve Jamila, vamos focar aqui em estudar sua forma única de fazer dança do ventre. Existem formas diferentes de fazer isso e incluirei algumas delas, mas não todas.

A primeira coisa que precisamos manter em mente é que, embora a estética do Bal Anat já fosse bem parecida com o que conhecemos hoje por Tribal, a postura e movimentação de Jamila vinha toda da dança do ventre (cabaret bellydance), especialmente dos filmes com dançarinas da Golden Era, que ela assistia muito. Vale como pesquisa assistir no youtube vídeos de algumas dessas dançarinas, como Badia Masabni e suas pupilas Tahia Carioca e Samia Gamal.






Se for para estudar o estilo de Jamila sem imprimir a ele nada de “tribal”, podemos pensar em algo mais fluido, numa postura menos altiva e em uma forma diferente de abordar a técnica desde o princípio, menos muscular, menos “quebrada”.  Outra coisa interessante para o estudo de Jamila é o uso de snujs. Ela é uma pessoa muito musical e tocar snujs fazia parte de sua dança. É claro que você pode executar os passos sem os snujs por opção, mas para uma experiência mais completa eu sugiro que você inclua este instrumento na sua prática.

Partindo daí, existem duas formas principais de conduzir seu estudo: você poderá se ater ao estilo de Jamila na época do Bal Anat ou estudar o Formato Jamila Salimpour que sofreu grande influência e modificações de sua filha Suhaila. Caso você se interesse por esta última opção, não recomendo nenhuma outra fonte de estudo à distância que não as aulas online da Salimpour School ou aulas por Skype com professora certificada pelo programa, caso seja possível. As aulas da Salimpour School não são baratas, mas eu recomendo. Estive no estúdio de Suhaila no ano passado para conhecer e me apaixonei por seu formato e sua forma de dar aulas. Minha experiência pessoal diz: quem puder pagar (não é meu caso ainda :’( ), não deixe de estudar com Suhaila!! Deixo o link para as aulas online do formato de Jamila:


Estudar o estilo de Jamila pré-Suhaila conta com uma facilidade imensa: os vídeos de John Compton e do Hahbi’Ru. A qualidade dos vídeos do Bal Anat de Jamila no youtube não é sempre a melhor, mas John Compton buscou até o fim trazer aquele sabor do Bal Anat original a todos nós com seu grupo Hahbi’Ru, e a opinião de quem conheceu o Bal Anat é que o grupo de John Compton é o único que pode se comparar ao que Jamila fazia nos anos 70. Deixarei aqui duas playlists de vídeos para inspiração e estudo, uma criada por mim e outra que encontrei no youtube.





Para quem assina o Datura Online, em algumas aulas é possível aprender algo do estilo de Jamila.

Nessas aulas da Zoe Jakes, temos combos inspirados em Jamila, Compton e Katarina Burda, que foi membro do Bal Anat e professora da Zoe.


Nessa aula da Rachel temos o Compton Shuffle (inspirado pelo John Compton) e padrões de snujs do formato de Jamila.

Espero que esse material seja o suficiente para que você inicie seus estudos! Jamila tinha uma forma muito gostosa e verdadeira de dançar e todos nós podemos nos beneficiar de estudar algo com tanta relevância histórica, não é verdade?

No mês que vem abordarei o estudo de snujs em casa, em parte como complemento para este tema.

Mil beijinhos e até lá!

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