Dança, Cena e Ação! por Mariáh Voltaire


  Dança, cena e ação!
Mariáh Voltaire - Curitiba - PR, Brasil

O que é isso?

Aqui nessa seção vocês irão encontrar todo o tipo de informação relacionada à VIDEODANÇA. O objetivo dessa seção é apresentar uma reflexão sobre a diferença entre um mero registro coreográfico em relação à linguagem artística e poética da videodança. Para chegar a esse objetivo serão repassados um repertório teórico e algumas técnicas de filmagem, percebendo a relação do corpo-imagem podem contribuir para a construção poética de um trabalho artístico audiovisual e os processos criativos para a criação de uma videodança. Pelo menos uma vez por mês estarei trazendo novidades, tirando dúvidas e dando dicas.

Quais serão os objetivos:
  • Fazer com que as bailarinas entendam como se procede o registro da videodança;
  • Ensinar técnicas de filmagem:
    -  Planos de corte (ex: plano americano, zoom e etc).
    -  Movimentos de câmera (ex: tilts, travelling e etc).

  • Incentivar as bailarinas a criarem suas próprias videodanças;
  • Fazer com que esses novos conhecimentos proporcionem um respeito maior pelo corpo que na contemporaneidade perdeu-se em meio à busca apenas pelo um corpo perfeito fora do campo de sensações;
  • E fazer com esse corpo não procure mostrar o que parece ser, mas que ele mostre o que sente e compartilha através de monitores de computador, onde milhões de olhos ocultos o sentem.

A videodança permite que artistas aliem-se as novas tecnologias, fazendo delas as principais ferramentas do seu trabalho. Não querem mais reprimir esse corpo que fala, usam-no como veículo de informação. Não há mais limites para esse corpo que procura se comunicar com outras culturas, que viajam rapidamente através de sinais de internet. Esse corpo não menospreza a época em que vive, ele usufruiu o que há de melhor em componentes que poderiam congela-lo e anestesiá-lo. Ele não procura mostrar o que parece ser, ele mostra o que sente e compartilha através de monitores de computador, onde milhões de olhos ocultos o sentem.


Sejam bem vindas (os)

Mariáh Voltaire
Pesquisadora do universo da videodança.


Quem é a Mariáh Voltaire?

Bem, falar de nós mesmos não é uma tarefa fácil, creio que a tendência seja sempre tentarmos passar a melhor imagem de quem nós somos, e eu acho bem complicado tudo isso. Por isso escolhi essa citação:

“O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!"

(Florbela Espanca)

Vou falar de maneira simples algumas coisas, como por exemplo, tenho 28 anos, sou de Curitiba/PR. Hoje atuo como professora de Artes no Ensino Médio e também desenvolvo um trabalho diferenciado dentro da minha formação. Esse trabalho é desenvolvido dentro de um Centro de Atendimento Especializado, que tem como base a psicanálise. Dentro dessa instituição atendo pacientes de 5 a 13 anos de maneira individual uma vez por semana. Essas crianças apresentam desde sintomas de aprendizagem a sintomas de comportamento. Com esses pacientes busco acessar o inconsciente de cada um trabalhando as imagens do corpo: a do corpo que a criança vê e a do corpo que a criança sente. Tentando criar um laço com essas crianças incapazes de manifestar seu mal estar com palavras e que tem só o seu corpo para exprimir suas angustias.

Antes de ser professora fui designer gráfico, tenho grande interesse pelas tecnologias, principalmente as que envolvem as artes visuais. Desde que comecei a trabalhar, uma das minhas maiores funções foi diretamente ligada com a manipulação digital, edição de imagem e vídeo. Sou formada em Artes Visuais e a base das minhas pesquisas sempre foi o corpo. No ano de 2008 iniciei minha graduação em Artes Visuais com Ênfase em Computação (BACH) na Universidade Tuiuti do Paraná. Em 2010 terminei a graduação com nota máxima no TCC que tinha como linha de pesquisa a videodança. Onde o objetivo do trabalho apresentado era a reflexão sobre a diferença entre um mero registro coreográfico em relação à linguagem artística e poética da videodança, intitulado O CORPO IMAGEM. Para chegar a esse objetivo foram estudadas especificidades de, até que ponto a relação do corpo-imagem podem contribuir para a construção poética de um trabalho artístico audiovisual e os processos criativos para a criação de uma videodança.

Nem preciso dizer que amo dançar! Sou co-criadora do grupo Damballah Tribal Dance, juntamente com minha mãe Bety Damballah. Uso o meu corpo como meio de expressão artística, e para mim a videodança se encaixou perfeitamente aos meus propósitos como artista visual e bailarina de dança tribal. Vi na videodança a possibilidade de me comunicar com bailarinas do mundo inteiro, e de alguma maneira transmitir através de imagens como me sinto quando danço e o que eu vejo dentro da minha cabeça quando danço. Fui a primeira bailarina do Brasil e fazer de fato uma videodança, baseado em estudos e pesquisas, de maneira planejada. Continuo a estudar e a pesquisar e principalmente a produzir materiais.



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