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[Papo Gipsy] Ciganos Clãs e sub- grupos

por Sayonara Linhares

Olá amados do blog Aerith, voltei a postar depois de um tempo sem aparecer. Peço desculpas a vocês, mas tive alguns pequenos contratempos. Eu vou tentar compensar minha ausência com conteúdos precisos e preciosos para o Estudo da Cultura e da Dança Cigana.

Hoje vamos saber um pouco mais sobre a Cultura Cigana focando no Clãs Ciganos e seus subgrupos, este tipo de estudo é por demais válido para que possamos entender toda a formatação do contexto de vestimentas e Danças dos ciganos pelo mundo.

Beijokas com amor,


Sayonara Linhares


Com toda a movimentação pelo mundo, os roma foram se adaptando , de acordo com o local de permanência e outras circunstancias vividas ao longo de sua história. Os roma são uma comunidade étnica bem definida, composta por grupos e sub-grupos que têm origem e padrões culturais em comum. Não é fácil fazer uma classificação entre os distintos grupos e sub-grupos.

Há uma lei Romany comum, hoje vários grupos já não mais a seguem, mas reconhecem em seus antepassados a observância de um complexo de leis até pouco tempo atrás.Existem diferentes padrões a serem observados para que possamos estabelecer uma relação entre eles, como a linguagem e o grau de observância do “ Zakono”( lei Romany). Aqui vamos  citar os mais importantes, que são três: Rom, Sinte e Kalon.

Estes grupos eram formados por uma família ou várias famílias, ditas família estendida, ou por ofícios. Seus nomes derivam de suas origens, países, cidades ou mesmo profissões.

  • Sub-clãs – expressam sua origem histórica, isto é, a nacionalidade ou o ofício tradicional. Isto é chamado de “Nátsja”.
  • Já para identificar a descendência, é usado o nome do patriarca, que denominam de “Vitsa”.
  • E o último elemento desta divisão é a família, denominado de “indivíduo”.
Kalon


Grupos ou Clãs ROM
É o maioria deles falam o romani. Hoje, se encontram espalhados por toda a Europa, principalmente a Centro-oriental e, a partir do séc.XIX, também pelas Américas. Antigamente sua concentração era em regiões balcânicas.

Geralmente se organizam por ofícios tradicionais. Se consideram os Roma puros, verdadeiros, observando de maneira mais correta seu Zakono (Lei Romany).Hoje, são os que apresentam melhorem condições financeiras de vida e com maior escolaridade em comparação com os outros grupos.

Este grupo apresenta 23 sub-grupos:

Kalderash
Esta comunidade é a mais numerosa do mundo. Originários da Romênia, se dedicavam ao trabalho de fabricação de caldeirões, mantendo ainda nos dias de hoje seu ofício, fabricando caldeirões, panelas, tachos, etc. Hoje, já encontram espalhados pela Europa e Américas. É grupo que falam o romani mais puro.

Matchuaia
Originários da antiga Iugoslávia, chegaram ao Brasil no fim do séc.XVII.

Horanano
Originários da Turquia, dedicam-se a criação de cavalos, o que fazem com maestria. Chegaram ao Brasil fins do séc.XVIII, depois dos Kalon.

Merchkara ou Ursari
Originários da Romênia, dedicaram-se aos espetáculos com ursos, tornando-se excelentes domesticadores e treinadores de ursos.

Balanara
Originários da Eslováquia, dedicam-se aos trabalhos com madeira, como cochos, colheres de madeira, etc.

Bergistka
Habitam as bordas polonesas-eslovacas da região montanhosa, são excelentes músicos e ferreiros.

Bosha ou Bosch
Originários da Armênia.

Ambrelara
Originários da Eslováquia, dedicam-se ao conserto de guarda-chuvas.

Asurara
Originários da Eslováquia, dedicam-se ao comércio de jóias em geral.

Aurari
São da Romênia, viviam do ouro, mas hoje se dedicam a artefatos de madeira.

Romungro
Originários da Hungria.

Kalderash


Chuxni
Originários da Rússia, dedicam-se a fabricação de peneiras.

Druckara
Originários da Eslováquia, e vivem grudados em troncos de árvores colhendo e vendendo avelãs(druckara, em esloveno, significa tronco de árvore)

Djambaza
Originários da região da Turquia e Balcãs, dedicam-se ao comércio de cavalos.

Fandari
Originários da Rússia, exerciam atividades militares
.
Gharbilband
Pertencentes a casta homônima da Índia e viviam da fabricação e comércio de peneiras. Quando estavam na Europa, se instalaram na Romênia e Hungria.

Ghurbat-Lovara
De quase toda a região balcânica, são excelentes negociantes de cavalos, hoje se encontram dispersos pela Europa e Américas.

Lambanci
Grupo já extinto, mas serviam como oficiais do exército de Hapsburg Imperial, usados como kuruz (como eram chamados os húngaros rebeldes), participaram da insurreição feudal. Eram originalmente membros do clã Bergitska.

Patavara
Perambulavam pelo leste europeu, e ainda hoje se dedicam em recolher roupas velhas para revender (patavara, em romani, significa trapos)

Seliyeri
Originários do Irã, ainda vivem da fabricação e comércio de caldeirões e pentes.

Servika
Originários da Sérvia, se auto-denominam "Machuaia" ( nome da cidade de Machuaia, na Sérvia).

Xoraxane
Pronúncia (rorarranê) – são os que professam a religião islâmica.

Grupo ou Clã Sinte
Seus sub-grupos , geralmente, referem-se ao seu assentamento histórico. São bastante numerosos, originários do norte da Alemanha, ainda vivendo na Itália e França, e em pequenos grupos na Áustria, Rep. Tcheca, Eslovênia e outros países do leste europeu.
Falam o romani-sintó. Na França, são denominados de "Manoush".Eles também se auto-denominam de "Sinte-Gachekanes".

Seus sub-clãs são:

Bohémiens
São originários da Tchecoslováquia, e mais tarde foram habitar regiões da França.

Burgenland
Originários da Áustria, em sua maioria se dedicam a profissão de ferreiros e músicos.

Estrekarja
Originários da Alemanha.

Lombardos
Originários da Lombardia, deram início as atividades circenses. Foi com este clã que membros de outros clãs originaram os ciganos do clã Boyashas, que são os artistas circenses.

Piemontakeri
A maioria ainda vive no norte da Itália, se auto-denominam "Sinte-Piemontekari".

Manoush
A maioria, atualmente, vive no sul da França e se auto-demoninam "Sinte-Vashtike".

Grupo ou Clã Kalon ou Calé
Também são conhecidos como ciganos ibéricos. São ciganos que fixaram residência na Espanha e Portugal, onde sofreram duras e severas perseguições, pois são dois países profundamente católicos e conservadores, não aceitando, assim, os costumes ciganos. Foram proibidos de falarem seu idioma, onde criaram seu próprio dialeto; não podiam realizar suas festas e cerimonias. Sofreram degredo para as colônias dos países em que viviam.

Kalon



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