[Resenhando Internacional] A intensa experiência do “The 8 Elements Approach to Bellydance, a Rachel Brice's Dance Program” – Parte 3

por Mimi Coelho

Fase 3: Culmination – quando tudo floresce em colaboração e em criatividade

A fase 3 do 8 Elements representa o grande ápice de todo o programa desenvolvido por Rachel Brice, quando nos preparamos e trabalhamos mais do que nunca para nos tornarmos oficialmente um 8 Elements Practitioner. Até este momento experimentamos a vivência do “construir a habilidade”, ampliando os nossos próprios limites, além de quebrarmos internamente o grande paradigma social referente à carreira profissional, o velho “Mito do Prodígio”. Passamos a acreditar e a praticar de acordo com a nova verdade de que não existe mágica, talento nato, herança genética revelada em facilidades naturais, vocação especial ou algo do tipo “aquela pessoa nasceu para dançar ou aquela pessoa possui dotes naturais para dança”. O sucesso precoce acaba por ser um fraco preditor para o sucesso de longo prazo. Isto reforça a ideia de que o talento pode ser construído dia após dia, através do constante e consistente esforço de se trabalhar nas barreiras do limite próprio, o ponto em que as melhorias acontecem. E é por isso que o processo muitas vezes se torna doloroso e frustrante: somos instigados a abandonar a conhecida “zona de conforto” próprio. No entanto, posso garantir que para nós que chegamos à terceira fase não há mais meios de se voltar ao que éramos, evoluímos sem exageros como seres humanos e profissionais da arte. O 8 Elements em sua completude é uma experiência de transformação de vida. Nossas práticas, nossas crenças, nossa maneira de ver o mundo e a arte se alteram totalmente. Rachel Brice através do conhecimento e do estudo aplicado nos guia por estas mudanças e, assim, está construindo uma nova comunidade, uma nova família de membros que colaboram entre si e se apoiam de maneira admirável.
Nesta fase, então, Rachel Brice não só reúne todos os conhecimentos e práticas anteriores como também amplia as dificuldades e o leque de possibilidades ao aprofundar o conhecimento e a prática que sustenta os 8 elementos. Somos conduzidos por dias intensos de trabalho e estudo, em que há uma ênfase à construção de composições de dança de forma colaborativa, em grupos de no máximo 5 pessoas. Aprendemos a utilizar o processo de resposta crítica. Trata-se do exercício que leva o artista a refletir sobre o próprio trabalho de forma positiva, objetivando o aprendizado e a melhoria do mesmo, ao invés de se falar diretamente como ele poderia alterá-lo para um provável aperfeiçoamento. Todas as atividades são desenvolvidas utilizando-se linguagem e postura positiva, já que isto contribui para a maior eficiência das conexões cerebrais. A composição de dança é desmembrada em seus mínimos detalhes que a compõem, revelando-se todas as ferramentas necessárias para se desenvolver um processo de criação de arte, desde os elementos primários até a iluminação cênica. Entre os laboratórios de música, adorno e maquiagem e criação (este último com a maravilhosa Lee Kobus da Fool Proof), a regra era manter-se em estágio de curiosidade e abertos ao processo, enquanto pressionávamos os próprios limites em direção ao objetivo maior: a construção de um Show Case, uma apresentação de trabalhos em grupo, composições de dança criadas por nós em 8 dias somente e de solos próprios que trouxemos na nossa bagagem para o programa.



Foram muitos desafios e emoções que acompanharam este nosso experimento e celebração de aprendizado. Descobrimos e provamos que como “criativos” devemos abraçar a incerteza, pois não há garantias do outro lado de nossos esforços. Entretanto, quando aprendemos a trabalhar em colaboração, inovações e surtos criativos inesperados podem nos brindar com um fantástico resultado. Sabemos agora que temos algo a transmitir através de nossa arte e que “ser brilhante demanda muita coragem”. Não devemos nos entregar ao medo de rejeição, de falhar ou até de parecer ridículo, em algumas ocasiões. Devemos fazer algo que seja importante para nós mesmos, esvaziarmos o que trazemos dentro de nós, porque assim temos a chance de mostrar o nosso melhor trabalho.



Dançamos nossas essências naquele Julho de 2015. Na plateia, ELA, nossa mestra, com os olhos direcionados diretamente para a nossa alma e muitos outros amigos e membros de nossa família 8 Elements. Uma experiência indescritível, uma transformação visível nos palcos e na vida.

Vídeos de nossas apresentações no Show Case em Portland:

Grupo Canarican Japaguese Girls



Solo Xique-xique Fusion – Mimi Coelho


Retornei com a alma vibrante e, claro, com um desafio assustador, a tarefa de realizar um projeto de conclusão de curso e a construção de uma habilidade em 8 semanas (snujs em uma música impossível de rápida com improviso). Mas o desafio para nós estudantes do 8 Elements é valorizado como um processo de aprendizado, sem medo de falha e com promessa de crescimento.

Vídeo do Projeto Final dos 8 Elements – Gipsy Forró com Bastet Tribal Troupe:


O real propósito dos intensivos de Rachel Brice é nos envolver com um amor pelo aprendizado e por uma mente direcionada para o crescimento (nos familiarizando com esta condição) e, assim, nos nutrir com a confiança necessária para perseguir nossos objetivos. Termino este texto, então, com a mensagem para o próximo ano de 2017: Seja corajoso e faça algo que seja importante pra você! Você precisa encontrar sua própria voz se quiser prosperar! Ame o processo, evite a motivação pelas armadilhas do trabalho (pagamento, prestígio, etc.), comprometa-se pessoalmente com o resultado e navegue pelo caminho da contribuição! Inspiração é para amadores! O segredo está no trabalho! Be brave!



[1] Para maiores detalhes sobre o programa, descrição das fases que o compõe, lista dos praticantes e professores e datas dos próximos cursos acesse o site http://www.rachelbrice.com/about8elements/.



[Flamenco] Inspiração Flamenca no ATS®: O barrel turn e a vuelta de pecho

por Karina Leiro



Dentre os vários giros que existem na dança flamenca, está a volta de peito (vuelta de pecho), que provavelmente foi a volta que serviu de inspiração para o Barrel Turn. Digo provavelmente, porque assim como a vuelta de pecho, a volta quebrada também tem quebra de torso. Segundo Monica Gonzalez Sanchez no artigo "Clasificación de los Giros en el Baile Flamenco",­­­­­­­­­­ a diferença está em que a  volta de peito é pela frente (en dedans) e a quebrada é por trás (en dehors). Portanto, por ser girando pela frente, o barrel turn se assemelha mais à volta de peito.

No flamenco, a volta de peito costuma ser feita rapidamente e os braços são mais arredondados, não tão alongados como no barrel turn, até para ajudar na velocidade, concentrando a energia no centro do corpo. Ao ver o barrel turn, que faz parte dos movimentos do repertório lento do ATS ®, tenho a sensação de que (com algumas adaptações) é como ir demonstrando lentamente cada etapa da volta de peito.

No flamenco, os giros fora do eixo vertical procedem da escola bolera. Sergundo Gabriel Veudagna Arango em seu livro "Apuntes de Clases: La Danza Española y el Baile Flamenco", a escola bolera é considerada o verdadeiro ballet clássico da Espanha. Sua origem remonta o século XVII e teve seu auge durante o século XVIII. Bolero é uma possível tradução de “volar”, voar, já que os intérpretes costumavam dar grandes saltos inspirados nos bailarinos da dança clássica francesa. A escola bolera seria, uma espécie de combinação do acadêmico ballet francês com as danças espanholas.

Os giros fora do eixo vertical consistem em efetuar um giro sobre um eixo forçado ou quebrado, fruto de inclinar lateralmente o tronco, modificando diagonalmente o eixo longitudinal. De maneira que a parte inferior gire sobre o eixo vertical e o tronco gire sobre esse eixo longitudinal inclinado.

Segue um vídeo:




Fontes de pesquisa:
Revista del Centro de Investigación Flamenco Telethusa

Apuntes de Clases: La Danza Española y el Baile Flamenco, Gabriel Vaudagna Arango



[Resenhando-PR] III Hafla Zabai: Dia De Los Muertos

por Sara Félix


Dia de Los Muertos foi o tema escolhido por Mariáh Voltaire, a organizadora deste evento super temático e divertido.

O tema caracteriza a celebração do dia dos mortos. As festividades atuais são relacionadas à “La Catrina” na cultura popular mexicana, é a representação humorística do esqueleto de uma dama da alta sociedade. Com muita maquiagem e acessórios para compor seus figurinos, de fato todas as dançarinas do hafla estavam caracterizadas lindamente de caveira mexicana.

Mariáh Voltaire

O local onde aconteceu o hafla foi no jardim do espaço onde a Mariáh ministra suas aulas. Neste local tem uma árvore bem grande no jardim de maneira que pôde pendurar luzes para colorir a festa. Mariáh colocou muitas velas e luzes de natal criando um ambiente aconchegante para o cantinho especial das apresentações.


Zabai
Quando cheguei lá, tinha comidinhas mexicana para beliscar, eu achei um mimo bem legal e que por sinal caracterizou mais ainda a festa. Não só a decoração e comida, mas todo o capricho e amor depositado em cada detalhe da festa. Não posso deixar de citar também a parceria entre as dançarinas, uma maquiando a outra e dividindo materiais. Todas cooperando para que tudo ficasse com forme o tema da festa.


O clima estava agradável e as apresentações irresistíveis. Mariáh levou algumas surpresas para a festa como a pirofagia executada por Livia Sudare, o atelier de Palenque Design e também seu professor de dança Zumba que deu show no “rebolation” animador Wilson Mariano. Mariáh fez uma apresentação com suas alunas usando uma das coreografias que marcou história no Damballah (Caravana da Tribo), uma dança alegre e expressiva.


Quero citar com importância os nomes de cada dançarina desta noite, pois cada uma trouxe consigo a destreza, a prática, a técnica, o empenho, a dedicação e a disposição:
Aline Elena (Tribal), Betty Damballah (Tribal), Cris Farah (Dança do Ventre), Drica Neumann (Dança do Ventre), Giulia Nicz (Tribal), Geanine Ressetti (Dança do Ventre), Joana Rosella (Tribal), Josi Assis (Dança do Ventre), Josiane Aparecida (Tribal), Katiúscia Oimpio (Tribal), Lena Hage (Dança do Ventre), Nayara Oliveira (Tribal), Paola Perotto (Tribal), Franciele Shams (Dança do Ventre), Triana Ballesta (Dança do Ventre), Tati Macedo (Tribal) e eu, Sara Félix (Tribal).
Sara Félix
No final das apresentações todas se juntaram no palco para fechar a noite tão especial com um ritual chamado “Zaar”, uma dança que espanta qualquer espirito do mal. O 'bate cabelo" dessas meninas energizou a todos que estavam ao redor. Sai do hafla com gostinho de quero mais e louca para ver as fotos e vídeos dessa magia toda.

Zaar








Bellydancer na empresa Sara Félix, artista e professora na empresa Tribal Art Company e diretora do espetáculo Fusion Art Festival. Formada em Educação Física pela PUC- PR, atuante na área da dança desde 2008.

[Resenhando-SP] Sarau de Dança do Ventre, Tribal e ATS®

 por Laura Spina



Em 24 de Novembro de 2016, na Academia Exito’s em São Paulo, realizou-se um Sarau com convidados e as alunas de dança do ventre e ATS® da Professora Juliana Santos.

O Sarau, celebrou o amor das mulheres com a dança. Foi a comemoração do final de mais um ano, de um ciclo que se fechou e que abriu as portas para o novo ano.

Em um momento especial, abençoado com uma noite estrelada, no lindo terraço da Academia, todos os presentes puderam, através da comunicação corporal e visual que a dança nos transmite, sentir a vibração e a emoção de cada bailarina. Um momento de entrega, respeito, cumplicidade e confiança, que pulsou em uma egrégora de paz, harmonia e verdadeira PAIXÃO pela Dança!!!

Iniciou-se o Sarau, com as alunas da Academia: Aline Nemer, Bianca Toledo, Eunice Goya, Flávia Protta, Katimi Mitsu, Laura Spina, Nil Dias e Renata Vasconcelos, dançando Folclore Árabe, primeiro com flores e logo após com bastão.  Em seguida, a Profa. Juliana Santos apresentou um solo de Dança do Ventre com Véu.

Como primeira apresentação convidada, a professora e bailarina Fairuza, dançou um solo de Tribal Fusion, mostrando técnicas profundas de domínio do abdome como o “flutter” e as várias ondulações de abdome aliadas aos shimmies vibrantes de quadril.
As bailarinas, Fernanda Verzini e Luana Savoia, também convidadas para o evento, apresentaram a Dança do Ventre com Espada. As alunas da Academia, retornaram e apresentaram uma coreografia de Dança do Ventre moderna.

A última apresentação da noite foi da dupla de bailarinas, professoras e Sisters Studio Fat Chance Belly Dance®, Juliana Santos e Fairuza, em um duo de ATS®, demonstrando toda a união da improvisação coordenada com percussão ao vivo por Nanda Rodrigues.


No final das apresentações, as professoras convidaram todas as participantes da noite para dançarem juntas, em uma grande roda de percussão. O círculo de bailarinas pulsou e reverberou em todos presentes.

Encerrou-se o Sarau com uma deliciosa mesa proporcionada pela integração dos participantes.

A organização e realização do Sarau se deu por Marlene Pereira dos Santos – diretora da Academia, Juliana Santos – professora e Laura Spina – aluna e colaboradora em eventos.

Nosso agradecimento à Academia Exito’s, localizada à Rua das Rosas 219, Mirandópolis, São Paulo, SP – Fone 5587 5212 e à todos os participantes e convidados desta linda noite.

Confira algumas imagens:













[Venenum Saltationes] Desvendando: “A Widows Mourning”

por Hölle Carogne



No último Desvendando de 2016, tenho o privilégio de compartilhar com vocês este trabalho incrível, da bailarina Ana Paula Medeiros T. Dos SantosConheça um pouco mais sobre a bailarina e o que há de oculto por trás deste trabalho tão sensível! 

Venenum Saltationes: Quando e como surgiu a vontade de criar “A widows mourning”?

No meio de 2016, depois de seguidos acontecimentos ruins durante o ano. 


Venenum Saltationes: Do que se trata este trabalho? Qual o assunto abordado?

Em 2016, mais de 10 pessoas faleceram entre família, amigos, família de amigos e algumas pessoas que não via fazia tempo, mas que tinham marcado minha vida. Não pude em ir todos os velórios e isso me deixou muito mal. “A widows mourning” é sobre medo, sobre saudade, sobre vida e morte.  Nunca lidei bem com a morte, sou extremamente ansiosa e esse medo da perda muitas vezes me tira o sono. No meio do ano uma colega de escola faleceu (daquelas que não eram muito legais com você na escola e te marcam pra sempre, sabe?). Eu não era próxima dessa pessoa, mas uma amiga minha sim. Acompanhei pelas redes sociais o sofrimento dos amigos, da família e comecei a refletir como aquele sentimento ruim que nutri por essa pessoa não fazia sentido, como perdi tempo lembrando de coisas ruins e comecei a me apavorar pensando se eu perdesse alguém naquele dia quais sentimentos teriam sido inúteis. O sofrimento do esposo dela me tocou profundamente, eram recém casados. Minha empatia anda especialmente forte esse ano, às vezes penso que vou sentir até o gosto do que outras pessoas estão comendo a minha volta. Medo + empatia = crise de pânico... Comecei a chorar pensando na solidão e desespero que o esposo dela estava sentindo e como seria se eu perdesse meu esposo, meu companheiro que me apoia em todas as loucuras possíveis. Eu precisava colocar toda essa bagunça, medo e desespero pra fora. Estava procurando uma música pra dançar no Underworld Fusion Fest e não conseguia me decidir. Meu marido perguntou porque eu não dançava “You Are My Shelter” do Ektomorf, que tem uma letra muito significativa pra nós. Dessa sugestão e do momento que eu estava vivendo nasceu “A widows mourning”. 

Venenum Saltationes: Existe alguma linguagem oculta por trás de “A widows mourning”?

Eu diria que essa coreografia está sendo um exorcismo pra mim. Dancei três vezes até agora e toda vez sentimentos diferentes querem sair.  Não sou muito boa em conversar com as pessoas sobre essas coisas e essa coreografia têm sido um ritual de cura, doloroso, mas de cura. 


Venenum Saltationes: Com quem “A widows mourning” tenta se comunicar? E o que ela quer dizer?

Penso que quero que essa coreografia chegue a todos que perderam alguém ou algo importante. Esse sentimento de perda, de saudade sem fim é enlouquecedor. Saber que alguém entende e está lá por você faz diferença pra restabelecer a sanidade nesses momentos. Espero que minha dança seja cura e incentivo pra quem precisa desabafar e não sabe como. Algumas pessoas vieram falar comigo sobre ela, acho que estou conseguindo atingir isso e espero que faça diferença.

Venenum Saltationes: Comente sobre os processos de criação de “A widows mourning”.

Meus processos de criação variam muito, no caso dessa eu não estava conseguindo coreografar. Fugi até o último minuto, literalmente. Como já conhecia bem a música tinha uma estrutura coreográfica na cabeça e alguns movimentos em pontos chave, mas só parei pra dançar ela toda na tarde do evento e aí vi como seria difícil. Tenho fibromialgia e depois do primeiro improviso meu corpo travou.  Fiquei com muito medo disso atrapalhar minha performance a noite, mas acho que a dor no fim ajudou de alguma maneira a transmitir o que eu queria, me desequilibrei algumas vezes, mas o sofrimento desequilibra a gente, não é? Não sei se volto a dançar essa coreografia, ou se vou coreografar 100%  dela um dia, mas gostaria de ver como ela vai mudando conforme esses sentimentos dentro de mim também vão mudando. 



[Vida com Yoga] Posturas: Adhomukha Svanasana

por Natane Circe



Adhomukha svanasana também conhecido como a postura do cachorro olhando pra baixo é uma das posturas do yoga que mais gosto, seus benefícios são inúmeros e a sensação quando se encontra sua plenitude é de bem estar, alongamento e descanso. “Adhomukha” significa “rosto para baixo” juntando com “svana”, cachorro, tem se o nome da postura, tem esse nome pois assume a forma de um cachorro se espreguiçando.



Entre seus benefícios estão o estímulo suave dos nervos, que por sua vez acalma o cérebro e desacelera os batimentos cardíacos. O alongamento é um dos seus principais benefícios, visto que diminui a rigidez das escápulas, fortalece tornozelos alongando panturrilhas e também os glúteos. Fortalece ombros e a parte superior das costas. É dito que sua prática regular tende a rejuvenescer todo o corpo, além de que quando se está muito cansado ela recupera a energia do praticante. Para as mulheres ainda é indicado para redução de fluxos menstruais intensos, ou para prevenir ondas de calor durante a menopausa.


Como montar a postura:

- Em pé, exale se inclinando à frente colocando as mãos ao chão (mãos separadas na largura dos ombros, dedos apontados à frente);

- Leve os pés atrás a mais ou menos 1,20m de distancia das mãos (pés separados na largura do quadril);

- Estique os braços, levando o tronco na direção das pernas formando um triângulo ao chão, ísquios elevados ao teto;

- Você pode deixar os joelhos flexionados e o calcanhar fora, caso tenha dificuldade no alongamento, futuramente ele chegará ao chão. O mais importante é manter as costas eretas, alinhando todos os chakras e trabalhando com toda musculatura das costas.


“O asana não é uma postura que a pessoa assume mecanicamente. Envolve o pensamento e, no final, alcança-se um equilíbrio entre movimento e resistência.” - Iyengar

[Resenhando-ARG] Shows de encerramento de ano de escolas dança do ventre tribal em Buenos Aires

por Long Nu

KAOS - Naja Haje | Foto de GW Fotos 



Sempre  os finais de ano trazem um monte de shows de encerramento das diferentes escolas de dança do ventre tribal em Buenos Aires, onde os professores mostram todo o trabalho do ano das diferentes turmas e níveis, e convidam outros profissionais a compartilhar sua arte. Este ano não foi a exceção, tivemos muitos eventos e produções que com o passar dos anos, ficam melhores cada vez.

O primeiro em começar a temporada de shows de encerramento foi o meu show ‘K  A  O  S’ no 25/11 produzido por quem escreve e com a participação principal do Naja Haje Bellydance (alunas de todos os níveis de ATS ®, Tribal Fusion e Dark Fusion), The Monster Project (companhia de dança do ventre alternativa e fusões) e convidadas. Nesta edição, trabalhamos o conceito de caos desde todas as perspectivas possíveis: o efeito borboleta, o tempo que passa inevitavelmente, o mundo onírico, o caos da mente, o corpo doente, o insonio além de outras interpretações feitas  pelas alunas de nível intermédio/avançado que incluíram o passagem da infância a fase adulta, a guerra, a imprevisibilidade dos desejos, entre outras temáticas.

Fotos de K  A  O  S:

KAOS - Sisters Studios | Foto de Jessie Graves

KAOS - Naja Haje  | Foto de Barbazette Photography
KAOS - Nouvelle Tribal | Foto de Barbazette Photography

KAOS - MONSTER PROJECT | Foto de Barbazette Photography
KAOS - Naja Haje | Foto de GW Fotos 

KAOS - Naja Haje | Foto de GW Fotos 
KAOS - MONSTER PROJECT | Foto de GW Fotos

KAOS - Naja Haje | Foto de GW Fotos 
KAOS - Sister Studios | Foto de Jessie Graves


KAOS -Naja Haje | Foto de Jessie Graves
As convidadas surpreenderam ao público com performances de um alto nível profissional: Julieta Maffia, Luisana Álvarez & Tribaleuse, Elessa & Trouppe Hirondelle, Florencia Benítez, Saba Khandroma,La Nouvelle Tribal e FCBD ® Sister Studios (Elessa, Luisana Álvarez, Antonieta Eme e eu mesma).

No final de semana seguinte (4 e 5/12), tivemos dois shows: Dansons Tribal II da Elessa e BestiariO da Luisana Álvarez. 

No Dansons prevaleceu o ATS® com participações dos alunos de todos os níveis desde as turmas iniciantes até avançadas que fazem aperfeiçoamento com a Elessa, mostrando assim todos as nuances possíveis da improvisação grupal no Formato FCBD ®. Teve também Tribal Fusion da mão da Elessa e seus alunos e as convidadas: Julieta Maffia, Luisana Álvarez e The Monster Project. O destaque além do ATS®, foram as coreografias grupais com muitas dançarinas em cena e muito trabalho de formações e deslocamentos.


Fotos de Dansons Tribal II:


DANSONS TRIBAL II | Foto de Clara Molero

DANSONS TRIBAL II | Foto de Clara Molero
DANSONS TRIBAL II | Foto de Clara Molero
DANSONS TRIBAL II | Foto de Clara Molero

DANSONS TRIBAL II | Foto de Clara Molero

DANSONS TRIBAL II | Foto de Clara Molero
No BestiariO, a ideia do show era representar diferentes criaturas fantásticas, mitológicas, de lendas ou criação própria, todos trabalhados nas aulas pelas alunas da Luisana , sob sua direção. A aposta em cena foram os figurinos muito elaborados e as performances acompanhadas por projeções que davam um marco mágico a cada personagem. Houve desde gorgonas, até personagens da mitologia japonesa, passando por mulher-caracol, pragas de egito e medusas. As fotos e videos falam por se mesmos. As convidadas foram: Julieta Maffia , Trouppe Hirondelle da Elessa, The Monster Project, La Nouvelle Tribal e Florencia Benítez.

Fotos de BestiariO:

BestiariO -  Luisana Alvarez | Foto de Ana Harff Fotografia
BestiariO - Nouvelle Tribal | Foto de Ana Harff Fotografia



BestiariO - Tribaleuse | Foto de Ana Harff Fotografia
BestiariO - Tribaleuse | Foto de Ana Harff Fotografia
BestiariO -  Tribaleuse | Foto de Ana Harff Fotografia

O último show de encerramento foi Utopía: Estación Colásh da Julieta Maffia e suas  turmas de todos os níveis. O fio condutor nesta edição foi 'as viagens, os câmbios, as novidades'. Prevaleceu uma mistura do formato Salimpour com fusões de vaguardia da mão de Julieta e alunas e as convidadas: La Nouvelle Tribal, Luisana Álvarez, Elessa, Florencia Benítez, Lu Benamo, Maju Vulgaris e eu mesma. Os figurinos e a seleção musical foram o principal atrativo da noite, além da limpeza das coreografias de todos os níveis.

Com Utopía: Estación Colásh se fechou em ano de muito trabalho e evolução no estilo tribal em Buenos Aires, sempre surpreendendo ao público (e a nós mesmas) com a qualidade técnica e criativa dos profissionais de trás dos shows e o crescimento dos alunos. Cada ano que passa traz ainda mais excelência técnica, criativa e produções cada vez mais arriscadas e de um nível superior as edições anteriores.

Fechando mais um ano de desafios, a gente não pode esperar para ver o que acontece no 2017!

K  A  O  S - Long Nu: 


Dansons Tribal II - Elessa: 


BestiariO- Luisana Álvarez: 




Utopía: Estación Colásh - Julieta Maffia:






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